Os serviços de transporte e logística são fundamentais para o sucesso de qualquer empresa. Afinal, você pode produzir o melhor produto ou ter o mais promissor ponto de venda físico ou online, mas se não tiver garantias de que o despacho de mercadorias – seja a partir do fornecedor, seja para o consumidor final – é eficiente, toda a operação pode ficar comprometida. Por isso, entender como funciona um processo logístico e suas etapas é fundamental. Hoje vamos abordar uma dessas etapas com mais profundidade e mostrar o que é first mile.

Mais do que o conceito em si, entender o que é first mile é muito importante para o sucesso da empreitada. Ocorre que, por se referir ao início do processo, muitas vezes essa primeira etapa é colocada em segundo plano – e, como mostraremos a seguir, trata-se de um equívoco muito grande.

A busca pela rapidez logística passa por tomadas de decisões certeiras e eficiência em toda a jornada. Por isso, investir em boas práticas e na automatização de processos desde o início pode fazer toda a diferença.

Mais do que isso, como mostraremos neste artigo, a ideia é tratar com a mesma importância todas as etapas, da saída do produto da fábrica até a entrega ao consumidor.

O que é first mile?

Em tradução livre, first mile é a “primeira milha”, e nos processos logísticos se refere à primeira etapa do transporte. É quando o produto sai de seu fabricante para que seja levado ao centro de distribuição ou ponto de revenda.

Utiliza-se bastante o termo quando nos referimos à importação de produtos. Nesse caso, a first mile diz respeito ao transporte do país de origem até o centro de distribuição aqui no Brasil. Na maior parte das vezes, isso é feito por navio ou avião.

A primeira milha, contudo, também pode fazer referência à logística no próprio Brasil. Pense, por exemplo, num consumidor de São Paulo que decidiu comprar um legítimo bolo de rolo de Pernambuco.

Ele encontrou o produto num grande e-commerce que tem seu centro de distribuição localizado nos arredores da capital paulista, e então decidiu comprá-lo. Nesse caso, a primeira milha do transporte será o envio do produto da fabricante (em Pernambuco) para o centro de distribuição (em São Paulo).

Por uma questão de custos, porém, é cada vez mais comum empresas de comércio eletrônico eliminarem a etapa do centro de distribuição. Em vez disso, faz-se parcerias comerciais com o próprio fornecedor.

Assim, usando o mesmo exemplo do bolo de rolo, é possível que o consumidor faça a compra através do site do varejista, mas o produto saia da fábrica e seja remetido diretamente ao endereço final. Nessa situação, considera-se a first mile como o transporte da fábrica para a transportadora.

E a last mile?

Traduzido como “última milha”, a last mile é o momento em que se encaminha o produto para o consumidor final. É quando ele sai da loja ou do centro de distribuição para ser entregue ao comprador.

No caso em que o produto vai da fábrica para o consumidor final, a last mile será a etapa que leva em conta o momento em que a transportadora recebeu o produto até a entrega.

Por ser a parte mais visível do processo para quem faz uma compra, a last mile muitas vezes é vista como a etapa mais importante da jornada logística. Afinal, é preciso se certificar que o produto chegará no prazo combinado e entregue com segurança e com todas as características de quando se fez a compra.

Dito de outra forma, a last mile funciona como uma espécie de fiel da balança da relação de consumo. Se o comprador receber sua encomenda dentro do prazo, nas melhores condições e de forma satisfatória, ele ficará satisfeito com o serviço e terá grandes chances de voltar a fazê-lo.

Nós abordamos de forma mais completa a last mile aqui neste artigo.

O impacto logístico da first mile

Ainda que haja boas justificativas para muita gente considerar a última milha como a etapa mais importante, isso é um equívoco que pode trazer consequências danosas. Afinal, se você começar errado, a chance de terminar errado é muito grande. E o que é first mile que não o início dessa cadeia de processos?

O foco apenas na última etapa de transporte, porém, vem ficando para trás. Nos últimos tempos, tornou-se cada mais comum o acompanhamento de toda a jornada logística.

Seja nos ambientes de negócio entre empresas (B2B), seja naqueles voltados ao consumidor final (B2C), o monitoramento de cada etapa da entrega se tornou mais transparente.

A pandemia, aliás, acelerou ainda mais esse processo. A necessidade de se fazer isolamento social, em especial no primeiro ano, fez com que muita gente passasse a comprar mais pela internet.

E como todo mundo precisa se programar, até quando você faz compras simples no mercado você já consegue saber quando o produto saiu do estabelecimento para ser entregue à transportadora (first mile) e quando deverá chegar a sua casa (last mile).

Essa (nem tão) nova necessidade vem fazendo com que as empresas invistam cada vez mais em ferramentas robustas para otimizar a primeira milha, fortalecer o acompanhamento da jornada e impactar de forma positiva todo o processo logístico.

Desafios da primeira milha e como otimizar o processo logístico

Boa parte dos desafios a se superar na first mile é similar a outras etapas de uma jornada de transporte. Outra parte, porém, trata de questões bem mais específicas.

Independentemente da etapa, de uma coisa você não pode fugir: o investimento em tecnologia, principalmente na gestão de frotas.

A seguir, vamos apresentar os possíveis entraves e o que pode ser feito para vencê-los.

Crescimento do mercado

O setor logístico vem apresentando forte crescimento. Para se ter uma ideia, dados do segundo Índice de Movimentação de Cargas do Brasil, publicado pela AT&M, mostraram que o transporte de cargas registrou aumento de 38% no primeiro quadrimestre de 2021 em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Esse aumento de demanda, claro, tem reflexos imediatos em toda a cadeia. Empresas de logística podem ao mesmo tempo aumentar sua oferta de serviços para clientes antigos, como também absorver novos clientes.

Isso, sem dúvida, é ótimo do ponto de vista do crescimento dos negócios. Ao mesmo tempo, contudo, demanda rapidez na tomada de decisões e controle completo na gestão de frotas.

Querer absorver fretes para além da capacidade logística, como se sabe, é um erro. Ao fazer isso, corre-se sério risco de não se conseguir cumprir prazos, ou então de sobrecarregar a equipe ou a frota. Em qualquer dos cenários, o ganho financeiro de curto prazo poderá se transformar em perdas logo ali na frente.

Assim, conseguir mensurar em tempo real o fluxo de seus veículos, programar os próximos passos e estar pronto para vencer eventuais gargalos torna-se fundamental.

Ao se ter a gestão completa da frota por meio de plataformas específicas, tem-se um retrato fiel de possibilidades logísticas, que resulta em mais eficiência e maiores ganhos.

Rotulagem e embalagem das mercadorias

Um serviço de primeira milha eficiente passa por começar com eficiência.

Por uma pretensa economia de custos, empresas – sobretudo as de menor porte – muitas vezes investem em embalagens uniformes, sem considerar o tipo de item a se transportar e suas características.

Isso pode trazer uma série de inconvenientes, como produtos mal-acondicionados ou mal protegidos. A consequência possível é de dano no transporte e perdas financeiras.

Além disso, a rotulagem também precisa receber atenção. Aquela feita à moda antiga, manual, demanda mais tempo, exige o preenchimento de uma série de informações e resultará em retrabalho logo ali na frente – como, por exemplo, na inserção de dados em sistemas de despacho e controle de estoque.

Assim, automatizar o processo de rotulagem se apresenta como medida preponderante. A automatização acelera processos internos. Da mesma forma, associada a uma plataforma de gestão de frotas, permite o acompanhamento da jornada logística de ponta a ponta.

Condições de estradas e rodovias

Esse é um problema que na maioria das vezes – para não dizer em quase todas – foge do controle de empresas de logística, mas que precisa sempre ser considerado.

Infelizmente, não é novidade para ninguém que as estradas e rodovias brasileiras, na média, não são uma primazia. E estamos falando de um país com 8,51 milhões de quilômetros quadrados. Assim, a chance de encontrar estradas esburacadas, ou com péssimas condições de tráfego por outra razão, sempre existe.

Estradas ruins exigem maior tempo de viagem, atenção redobrada dos condutores e gastos adicionais com combustível e manutenção da frota. Além disso, é um dos aspectos mais sensíveis quando se quer considerar o tempo de deslocamento.

É preciso considerar esse ponto em toda a jornada logística. E isso passa por ter claro em sua cabeça o que é first mile e qual seu impacto na cadeia de transporte. Somente dessa forma é possível ter a real dimensão do que um atraso nessa primeira etapa de entrega pode representar para o todo.

Mais uma vez, esse tipo de problema pode ser minimizado com um sistema de gestão de frotas eficiente. Entre em contato com a Rabbot e veja como podemos ajudar.

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