De modo simplificado, “sinistro” é todo e qualquer acidente ou evento drástico que pode ocorrer de maneira infeliz e inesperada. A gestão de sinistro surgiu para prevenir e dar amparo ao cidadão quando ocorre um sinistro. Esse sinistro em questão pode ser, por exemplo, um furto ou uma colisão de automóvel.

O que é gestão de sinistro?

Definido isso, resta a dúvida: como é realizada a gestão de sinistros? Como gerenciar esses eventos? Em suma, esse é um assunto pertinente e sob responsabilidade de corretoras e seguradoras.

Assim, o objetivo da gestão de sinistros é diminuir, de modo significativo, diversos gastos operacionais envolvidos nestes eventos.

A lógica da prevenção e controle de sinistro é similar a de gerenciamento de risco. Esse, por sua vez, é mais utilizado por transportadoras e empresas que atuam em mercados de risco.

Sem dúvida, são inúmeras as vantagens de ter uma equipe concentrada em realizar a gestão de sinistro. Em geral, a gestão de sinistro permite um atendimento mais ágil para clientes que sofrem uma eventualidade. Além disso, é possível obter um conhecimento considerável a respeito da carteira dos clientes da empresa.

De acordo com especialistas, se a gestão de sinistro fosse uma ideia disseminada em todos os ramos de negócio, cerca de 30% dos sinistros seriam evitados. Desse modo, acarretar-se-ia em uma economia maior para as seguradoras. Seria possível fornecer, por extensão, menos dor de cabeça para os corretores e planos de seguro mais acessíveis para segurados.

Como controlar etapas dos processos de sinistro

O processo de avaliação do sinistro inclui:

  • Apuração de danos, onde se procura levantar causa, natureza e extensão das avarias, podendo ser feito mediante a vistoria, registros policiais e outros.
  • Regularização, onde se analisa se o evento está coberto ou não e onde define-se quem será o beneficiário e qual o valor da indenização.
  • Liquidação, onde se opta por realizar o pagamento da indenização ou encerrar o processo sem indenização, sendo mediante a comprovar algum equívoco, fundamentar a negativa, negociar eventuais salvados (bens que se recuperam após um sinistro, passando a pertencer ao segurador depois que este indeniza o segurado) e tentar ressarcimento contra o causador do evento.

Essas rotinas são realizadas pelo “Departamento de Sinistro” das seguradoras, formado pelos reguladores de sinistros. O regulador atua como elo entre o segurador e o segurado, buscando dar ao procedimento um caráter consensual.

Gestão de sinistro para transportadoras de carga

As transportadoras de carga estão mais do que familiarizadas com a gestão de sinistro. Sem dúvida, a prevenção desses eventos, bem como o gerenciamento de riscos, faz parte da rotina dessas empresas. Por isso, suas gestões costumam incluir estratégias para recuperar cargas roubadas, prevenir os desvios, entre outros.

A implementação de um controle de sinistros para transportes de carga é uma iniciativa de segurança necessária. Afinal, quando o assunto é roubo de cargas, o Brasil se classifica entre os dez países mais perigosos. Apenas no primeiro semestre desse ano, 90% dos roubos de carga da América do Sul ocorreram no Brasil.

Em 2018, o país registrou nada menos do que vinte e dois mil roubos de carga. Dentre essas ocorrências, 80% se passaram no Sudeste. Por isso, as transportadoras de cargas necessitam, mais do que nunca, de um gerenciamento de sinistro ativo e operante.

Sinistro de transporte de carga

É chamado de gestão ou gerenciamento de risco a soma de procedimentos, práticas e processos referentes ao sinistro de transporte de carga. Em conjunto, a gestão de sinistro é utilizada para prevenir a incidência de danos, desvios ou acidentes com a carga. A prática se aplica na etapa de armazenamento e, sobretudo, na etapa de transporte.

Um sistema eficaz de mitigação e gestão de sinistro de carga não se limita a proteger as mercadorias. Isto é, ele também se concentra na proteção dos veículos do transporte e nas pessoas que estão envolvidas nesse processo.

O monitoramento da frota por meio de satélite, por exemplo, é uma prática comum. Entretanto, é crucial que haja a complementação de gerenciamentos de fraudes e riscos operacionais. Afinal de contas, estes se classificam entre os desafios encarados por motoristas internacionais e interestaduais no Brasil.

Gerenciamento de riscos

Gerenciar os riscos é um modo de prevenir sinistros e proteger a logística e o transporte de atentados contra a vida e o patrimônio. Além disso, a gestão eficiente também contempla fatores mais incomuns, tais como manifestações e greves.

Para uma gestão de sinistro de carga funcional, é importante conhecer os fatores de risco envolvidos no processo. Afinal, eles levam a desvios e furtos de cargas, roubos, atrasos e falhas na entrega, entre outros.

Principais fatores de risco

Erros nos documentos da carga

A falha na documentação fiscal gera multas e, em casos mais graves, suspensão de transporte.

Má condição em rodovia

A porcentagem de rodovias pavimentadas no Brasil é de pouco mais de 10%. Desse total, menos da metade estão em condições consideráveis.

Estradas com alto nível de periculosidade

Alguns trechos e estradas contam com um índice de roubo maior em comparação aos demais. Geralmente, os riscos estão associados às características da estrada e às dificuldades de acionar a polícia.

Desrespeito ao limite de dimensão e peso

Imprudência, desatenção e falta de cuidados acarretam um consumo maior de combustível, além de danos à carga e desgaste dos veículos.

Veículos que não estão em dia com a manutenção preventiva

A manutenção preventiva também entra no cálculo da gestão, afinal, os desgastes naturais de componentes e peças desencadeiam graves prejuízos. Impacta-se, por extensão, o prazo de entrega ou ainda se inviabiliza completamente o transporte.

Aproveite para conferir neste outro artigo a importância da manutenção preventiva para sua frota de veículos ou maquinários.

Veículos sem equipamentos de segurança

Equipamentos para garantir a segurança são indispensável em uma gestão de sinistro para transportadoras. Afinal, sem dispor das tecnologias, as empresas e embarcadores ficam vulneráveis a incidentes.

Para acelerar as intervenções, é de suma importância que haja equipamentos de rastreamento e informações em tempo real. Assim, é possível identificar erros mais rapidamente.

Falhas humanas

Uma gestão de sinistro funcional compreende que profissionais competentes podem evitar eventos infelizes. Imperícia, negligência e imprudência de motoristas tendem a causar acidentes. O mesmo se estende aos transtornos causados devido a condições frágeis de saúde.

Por que investir na gestão de sinistro é investir em eficiência e segurança operacional?

De fato, transportadoras e embarcadores são obrigados por corretoras de seguro a contratarem uma gestão de sinistro. Esse é um requisito para que a apólice de seguro das cargas seja autorizada. Contudo, esse não é o único motivo para investir em um gerenciamento de risco.

Algumas das razões que merecem atenção são:

1. Perda de cargas e prazos

Perder cargas ou prazos de entrega significa, por consequência, perder clientes. Quando os riscos são concretizados, uma série de transtornos na operação surgem. Isto é, os clientes acabam por não receber suas cargas.

2. Diferentes cargas têm diferentes necessidades

Transporte ou armazenamento indevidos danificam produtos e embalagens. Ou seja, o valor de venda é reduzido ou, no pior dos cenários, a comercialização é impedida.

3. A liberação das mercadorias é atrasada por erros nos documentos

A questão é mais preocupante do que multas e descumprimentos de prazos. Quando ocorre retenção, é passível haver também a inviabilização de produtos perecíveis.

4. Veículos para trabalho e caminhões têm alto custo

De fato, caminhões e automóveis de trabalho são caros. Tê-los parados significa arcar com prejuízos duplos. Isto é, além de ter que desembolsar o custo dos reparos, as empresas deixam de faturar durante o período.

5. Motoristas precisam ter a vida protegida

Não menos importante, os motoristas necessitam ter segurança e condições adequadas no trabalho. Afinal, são profissionais que se submetem a períodos longos de qualificação, que ficam longe de seus familiares e ainda assumem a responsabilidade de transportar valores altos em mercadoria. Portanto, é necessário fazer o controle de sinistro e preveni-los de sequestros, assaltos e acidentes de trânsito.

Gestão de sinistro para seguradoras

A gestão de sinistro também é bem-vinda para seguradoras. Além de economizar com pagamentos menores, contar com uma equipe dedicada aos sinistros proporciona outras várias vantagens como, por exemplo, um atendimento agilizado e mais eficaz aos clientes que sofreram perdas.

Além disso, é possível arrecadar um número significativo de informações valiosas. A partir das experiências com sinistros, é possível aprender sobre os problemas que afetam cada assegurado.

Uma segunda vantagem derivada é a chance de adequar melhor a venda de seguros, visando corresponder às necessidades do cliente e atendê-las devidamente, de modo mais personalizado.

No que se refere aos corretores de seguro, a vantagem primordial em investir em uma seguradora com um departamento eficiente em gestão de sinistro é a garantia de que o cliente será bem atendido. Afinal, o corretor conta com o amparo de um especialista responsável por qualquer problema ou transtorno que venha a surgir.

Como não poderia ser diferente, as vantagens também beneficiam os segurados. Para eles, é reservado um melhor atendimento, com mais eficácia e agilidade na liquidação e regulação do sinistro.

Gestão de sinistro para empresas de transporte

Como visto acima, a gestão de sinistro para empresas de transporte é de suma importância. Quando há uma equipe especializada, o primeiro passo é avaliar as condições em que o transporte é realizado.

Para um plano adequado de gerenciamento de risco é preciso compreender, por exemplo, quais veículos são usados. Nessa soma também entram fatores como:

  • Tempo estimado de viagem;
  • Armazenamento;
  • Valor envolvido;
  • Trajeto percorrido;
  • Profissional responsável;
  • Mercadoria no trânsito.

Com essa listagem de referências em mãos, é possível que a equipe de gestão faça a comparação com as informações pré-fornecidas nos bancos de dados. Esse banco armazena registros sobre desvios e roubos de mercadoria, levando em conta áreas e regiões específicas, bem como as condições de trechos e estradas e o modus operandi de quadrilhas.

Sem dúvida, essas iniciativas e ações são essenciais para determinar as medidas a serem tomadas. Diminui-se, por conseguinte, os riscos que as transportadoras enfrentam com suas cargas.

Gestão de sinistro para locadoras

É indicado que as locadoras de veículos também desenvolvam processos de gestão de sinistro. Afinal de contas, essa é uma medida preventiva para imprevistos que estão passíveis de ocorrer. Dentre estes imprevistos estão, por exemplo, furtos e colisões.

Isto é, quando diz respeito a veículos, o sinistro funciona com colisões involuntárias – quando previamente há uma cobertura contratada para tal. Age, também, em casos de roubos e furtos, uma vez estando previsto na apólice.

Em contrapartida, se não há cobertura para furto e roubo e o carro é furtado ou roubado, o incidente ocorrido tende a não ser considerado como um sinistro. Em outras palavras, os prejuízos angariados pelo infeliz incidente não serão cobertos por nenhum seguro.

Por outro lado, se há cobertura de sinistro, as indenizações podem ser recebidas de duas maneiras, ou seja, o modo de indenização parcial e o modo de indenização integral.

Para resumir, é considerado perda parcial quando o custo do conserto é inferior a 75% do preço do veículo. Se o custo do reparo for maior ou igual a 75% do preço do veículo, é definido como perda total. Além disso, veículos segurados que são furtados e não localizados recebem indenização integral.

Como automatizar processos da gestão de sinistro?

Com a plataforma da Rabbot, você automatiza e acompanha todas as fases da gestão do sinistro direto da plataforma, com a possibilidade de agendar e aprovar orçamentos via aplicativo e receber notificação automáticas dos status dos serviços.

Além disso, você conta ainda com o registro detalhado de todas as informações das ocorrência a partir do checklist de sinistro, inclusive evidências fotográficas para pontuar danos e avarias. 

Com a plataforma de gestão de sinistro da Rabbot, é possível melhorar a experiência de seus clientes, controlar todos os processos de sinistro e economizar recursos. Quer saber mais? Fale com um especialista e solicite uma demonstração.

Share This